Declaração de Fé

Declaração de Fé da Igreja Baptista de Esgueira

I – AS ESCRITURAS SAGRADAS
Cremos que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, nossa única e toda-suficiente regra de fé e prática. Cremos que a Bíblia Sagrada foi escrita por homens divinamente inspirados (I1 Pedro 1:20, 21; II Tim. 3:15-17), e foi preservada nas línguas originais (Salmo 119:89, 111). Tem Deus como autor, a salvação do homem como fim e a verdade, sem mistura de erro, como conteúdo. É, em si mesma pura e perfeita, tendo eternamente a protecção divina, e ninguém deve acrescentar, nem retirar, coisa alguma dela. Não pertence ao homem uma interpretação que não seja em conformidade com a plena linguagem dela. Revela o plano de Deus para a nossa salvação e os princípios pelos quais Deus exerce o Seu juízo, protegendo-nos de todo erro doutrinário. Cremos que a salvação vem só por meio de fé, e aquela fé vem só através da Palavra de Deus (Rom. 10:17). É a autoridade absoluta e o padrão supremo pelo qual toda a conduta humana, as opiniões religiosas e os próprios credos devem ser testados.

II – O VERDADEIRO DEUS
Há somente um Deus vivo e verdadeiro. Ele é um ser pessoal, infinito, inteligente e espiritual. É Criador, Redentor, Sustentador, Rei e Legislador do universo, unicamente digno do mais puro amor, reverência, adoração e obediência. É amoroso, misericordioso, e libertador, sem deixar de ser O Justo Juiz. O eterno Deus manifesta-se como Pai, Filho e Espírito Santo (a Santa Trindade), com atributos pessoais distintos, mas sem divisão de natureza, ser ou essência. Revela-se ao homem através da criação, a consciência humana, e, acima de tudo, a Sua Palavra; escrita, na forma da Bíblia, e encarnada, na pessoa de Jesus Cristo. A Sua característica principal é a Sua santidade. (Génesis 1-2, Êxodo 20:1-5; Deuteronómio 6.4-5; Salmo 83:18; João 4:24; Marcos 12:29; Romanos 1:20; Hebreus 3:4; I João 4:8; 5:7; Apocalipse 4:8).

A. DEUS O PAI: A Bíblia apresenta Deus como nosso Bom Pai, misericordioso e bondoso. Ele ouve, sustenta e recompensa os Seus filhos com imparcialidade. É verdadeiramente Pai para todos os que aceitam Jesus Cristo, seu Filho, como Salvador pessoal. Ele é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. (Isaías 6:3; Mateus 5:45,48; 6:1-18, 25-24; I Pedro 1:15-17).

B. DEUS O FILHO: Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus. Na sua encarnação, Ele foi concebido do Espírito Santo e nascido da virgem Maria. Na Sua pessoa, revelou a perfeita vontade de Deus. Tomou sobre Si mesmo a forma humana, e identificando-se completamente com a humanidade que veio remir, embora sem pecado. A Sua morte na cruz foi o único sacrifício capaz de satisfazer as exigências do Seu Santo Pai. Provando a Sua divindade, e consumindo o Sua obra de redenção, ressuscitou com um corpo glorificado e apareceu aos Seus discípulos de forma visível, audível e palpável. Ascendeu ao Céu e está agora exaltado à dextra de Deus onde é o único mediador por ser participante da natureza de Deus e do homem. Virá de novo, em poder e glória, para julgar o mundo, estabelecendo o Seu reino milenar desde Jerusalém. Nesta presente época, Jesus Cristo está presente duma forma especial na Sua igreja, da qual Ele é cabeça. Julgará, no final destes tempos, as obras dos filhos de Deus para determinar a recompensa justa de cada um. (Mateus 1:21-23; 3:17; 10:32-33; 11:27; 28:19-20; João 3:16-18; Romanos 1:4; 14:10; II Coríntios 5:10; Filipenses 2:8-11; I Pedro 1:18-21).

C. DEUS O ESPÍRITO SANTO: O Espírito Santo é o Espírito de Deus. Foi Ele quem inspirou os homens santos de outrora a escreverem as Escrituras. Habilita hoje o homem a compreender a verdade através da Sua iluminação. Exalta Cristo como Senhor. Convence do pecado da justiça e do juízo. Convida os homens ao Salvador e efectua a regeneração. Cultiva o carácter cristão, conforta os crentes, habita neles e lhes confere dons espirituais através dos quais possam servir a Deus na sua igreja. Ilumina os crentes e os reveste de poder para a adoração e o serviço da evangelização. Chama servos para o ministério do evangelho. (Mateus 10:20; João 14:26; 15:26; Actos 1:8; 2:38; 4:31; 13:1-4; Romanos 8:9; I Coríntios 6:19; II Timóteo 1:14; Tito 3:5; II Pedro 1:20-21).

III – O HOMEM
O homem foi criado por Deus à Sua imagem, como coroa da sua criação. Foi criado por acto especial de criação e não de um processo evolutivo. Era no princípio inocente e sem pecado. No uso da sua liberdade o homem pecou contra Deus e, por transgressão voluntária, caiu do seu estado privilegiado de santidade, trazendo o pecado sobre toda a raça. A sua posteridade herdou consequentemente uma natureza pecaminosa; de sorte que todos se tornaram transgressores, estando debaixo da condenação. Só a graça de Deus pode restaurar o homem à sua santa comunhão e habilitá-lo a cumprir o propósito do seu Criador. O valor da vida humana é revelado no facto de Deus ter criado o homem à Sua própria imagem, e no facto dele ser objecto do Seu infinito amor, a ponto de Cristo morrer para o salvar. (Génesis 1:26-27; 2:1-25; 3:1-24; Salmo 51:5; João 3:18; Romanos 5:15-21; Hebreus 2:6-8).

IV – A SALVAÇÃO
A salvação é o acto de Deus em que a pessoa que se arrepende verdadeiramente do seu pecado, e que coloca a sua confiança totalmente no Senhor Jesus, aceitando-O como Senhor e Salvador, é feita uma nova criatura. A esta pessoa Deus concede regeneração – vida nova, espiritual, e eterna – pelo sangue precioso de Jesus Cristo. No acto de salvar, Deus santifica a pessoa quanto á sua posição e condição, justificando-a e fazendo-a aceitável a Deus, digna de passar toda a eternidade na Sua santa presença. Ao mesmo tempo, pela habitação do Espírito Santo, a pessoa salva é iniciada num processo de santificação no seu dia a dia que a leva, a medida que cresce espiritualmente, para uma conformidade á imagem perfeita de Cristo. Pela glorificação de Deus, cada filho de Deus beneficiará da perfeita paz na eterna presença de Deus na Sua gloriosa casa, o Céu, salvo da justa ira de Deus, a segunda morte no lago de fogo, que merece. Sendo por natureza e prática um pecador, o homem não pode coisa alguma para efectuar a sua própria salvação, mas está totalmente dependente da graça e misericórdia de Deus. É o desejo de Deus que todos recebam, pela fé, o Seu dom gratuito da salvação. (Génesis 3:15; Isaías 53:4-5; Mateus 1:21; João 1:12; 3:1-18; 14:1-6; Actos 2:37-41; 17:30; Romanos 5:1-21; 6:23; 10:1-17; Gálatas 2:16; 4:4-6; Efésios 2:8-9; 5:25-27; I Pedro 1:18-19; Apocalipse 21:27).

V – A IGREJA
A igreja é o corpo do Senhor Jesus Cristo. Como tal, é o organismo através do qual Deus opera a Sua vontade durante a presente época. Tem por função, acima de tudo, a glorificação de Jesus por obediência total à Sua Palavra. Enquanto todos os filhos de Deus pertencem ao corpo d’Ele, a organização bíblica da igreja faz-se sempre num sentido local. Rejeitamos qualquer interferência de fora da organização local. Esta é soberana em todas as suas decisões, quer doutrinária, quer práticas.

A sua operação é de votação democrática procurando, com ajuda da liderança, fazer tudo conforme está escrito na Palavra de Deus. Os líderes são os pastores, sendo auxiliados pelos diáconos nos assuntos não doutrinários. Estas duas funções (pastor e diácono) devem ser executadas por homens biblicamente qualificados nos quais a igreja tem confiança, confiança nesta demonstrada por votação da congregação. As duas ordenanças da igreja são o Baptismo e a Ceia do Senhor.

O Baptismo é o acto de um crente, após sua profissão de fé no Senhor Jesus Cristo, e só n’Ele, feito por imersão, que demonstra o seu desejo de seguir o Salvador. Simboliza a morte, sepultura, e ressurreição de Jesus, e do crente n’Ele. Este passo de obediência é essencial para entrada na comunhão da igreja local.

A segunda ordenança da igreja é a Ceia do Senhor que, instituída na noite da Sua morte pelo Senhor Jesus Cristo, é um acto solene em que a igreja relembra o sacrifício do Senhor, examinando cuidadosamente cada um a sua vida na luz dele, e reflectindo sobre a gloriosa esperança da Sua próxima vinda. Os elementos desta ceia são o pão que simboliza o Seu corpo partido para nós e o cálix representando o Seu sangue que verteu para nos salvar. Os dois elementos devem ser sem fermento para melhor simbolizar a Sua santidade. (Mateus 16:18; 18:17; Actos 1:15-26; 2:41-47; 11:22, 26; 13:1-3; 14:23, 27; 15:3-4; 18:22; 20:17; 20:18; I Coríntios 4:17; 11:1-34; Efésios 1:22; 3:21; 5:23-32; Filipenses 4:15; Colossenses 1:18; I Timóteo 1:3-15; Tito 1:5-7)

VI – A SEPARAÇÃO
Cremos que o cristão e a igreja devem manter a obediência aos mandamentos de Deus, e à separação de todo o pecado, do mundo, e da doutrina falsa. As igrejas devem disciplinar os seus membros que permanecem no pecado e os advertem também dos professores falsos. Os líderes na igreja devem manifestar o carácter que é exemplar na sua conduta. Nos serviços de igreja e na sua vida diária, o cristão deve vestir-se numa maneira que seja marcada claramente pela modéstia, e por uma distinção entre os sexos. Os cristãos e as igrejas não devem cooperar com a doutrina falsa, mas devem expor a doutrina falsa e as práticas desobedientes dos movimentos das igrejas como os movimentos Carismáticos, Ecuménicos, e Contemporâneos (Mateus 18:15-20, I Cor. 5:1-13, Rom.16:17-19, I Tim. 3:1-16, I Tim. 2:8-10, Deut. 22:5, Ef. 5:6-11).

VII – OS EVENTOS FUTUROS
Cremos que o evento seguinte no calendário profético de Deus é o arrebatamento/ressurreição dos santos no ar pelo Senhor Jesus Ele mesmo. Embora nós acreditemos neste evento poderia acontecer a todo o momento, nenhum homem sabe o dia nem a hora onde ocorrerá. A vinda de Cristo para os santos realizar-se-á antes da Tribulação e do Milénio. Imediatamente depois deste arrebatamento, os sete anos de tribulação começará que será uma época em que Deus derramar a Sua ira num mundo descrente. Depois da tribulação, o Senhor voltará em pessoa a esta terra com os santos para governar e reinar literalmente e fisicamente em Jerusalém por 1000 anos. Durante estes 1000 anos Satanás estará limitado no poço do abismo. Durante o Milénio haverá uma remoção parcial da praga, e Cristo estabelecerá a paz mundial. No fim deste reino milenar Satanás estará libertado do poço do abismo, e muitos segui-lo-ão na sua rebelião final. Depois desta rebelião Satanás estará lançado para sempre no lago do fogo para ser perseguido para sempre. Todos aqueles que seguiram Satanás nesta rebelião final, junto com todos os mortos maus estarão, então diante do Grande Trono Branco para serem julgados de acordo com os seus feitos e serão lançados no lago do fogo com punição eterna. Depois deste julgamento, a terra presente se derreterá com um calor fervente e haverá um céu novo e uma terra nova onde os santos residirão para sempre na presença de Deus (Is. 2:4; 9:4-7; I Cor. 15:51-55; I Tess. 4:13-17; II Pedro 3:10; Apocalipse 17:1-18, 19:1 – 20:8; Apocalipse 21-22).

VIII – A MÚSICA:
Cremos que uma das características de um crente verdadeiro em Cristo é a canção nova que Deus nos dá que é distinta da música do mundo. Por causa disto, a música da igreja e do crente individual deve estar correcta doutrinalmente, edificante espiritualmente e exaltando a Cristo. Nós não aprovamos e não usaríamos na nossa igreja nenhum tipo de música carnal, secular (rock, jazz, e algumas músicas cristãs contemporâneas”. (Salmo 33:3, 40:3, 96:1, Ef 5:18-20, Col. 3:16-17).

Quem São os Baptistas?

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